A Exposição Internacional de Ciência e Tecnologia Agrícola do Brasil é a conferência anual de intercâmbio e exposição da Associação Brasileira de Distribuidores de Insumos Agrícolas, possui alta especialização da indústria. Em 2024, um total de 12.200 profissionais participaram, mais de 200 expositores apresentaram 220 marcas, com uma área de exposição de 26.000 metros quadrados, concentrando-se em mostrar suas mais recentes soluções de produtos agrícolas e inovações tecnológicas. Os eventos de conferência simultâneos foram ricos, com 15 fóruns temáticos, reunindo 1.300 produtores e distribuidores brasileiros. Grandes empresas de agroquímicos como YARA, MOSAIC, SYNGENTA, FMC, BAYER, BASF, ICL, CORTEVA, KOPPERT, BIOCHIM e outros gigantes internacionais participaram.
O Brasil, como o quinto maior país do mundo em termos de área territorial, tem uma população de 210 milhões e a agricultura e pecuária são as indústrias pilares do Brasil. O Brasil possui a maior planície do mundo - a Amazônia, com mais de 2,7 bilhões de mu de terra arável, 83,4 milhões de hectares de terra cultivada em 2020 e 172,3 milhões de hectares de pastagem. A produção agrícola representa 21% do PIB nacional do Brasil e fornece mais de 10% dos empregos no país. A agricultura do Brasil está principalmente distribuída nas regiões costeiras do leste e sudeste, onde o terreno é plano, o clima é úmido e a temperatura é suficiente, e as culturas são principalmente culturas econômicas tropicais. O Brasil é o maior produtor mundial de café, açúcar, citros e feijão verde, o segundo maior país cultivador de culturas transgênicas, o maior produtor de soja e o terceiro maior produtor de milho. A agricultura é vista como uma parte importante para impulsionar a economia nacional do Brasil.
O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de grãos do mundo, mas seu solo é pobre e ácido, e o uso de fertilizantes é crucial para aumentar a produção. O consumo de fertilizantes no Brasil representa cerca de 66,0% do total de consumo de fertilizantes na América do Sul. Devido aos preços estáveis dos grãos, à melhoria da infraestrutura e às condições de crescimento favoráveis (clima e solo), a área plantada e o uso de fertilizantes no Brasil têm aumentado constantemente. O consumo de fertilizantes no Brasil está concentrado principalmente nas quatro principais culturas: soja, milho, cana-de-açúcar e café. Em 2021, espera-se que o consumo de fertilizantes no Brasil ultrapasse pela primeira vez a marca de 40 milhões de toneladas. Prevê-se que, entre 2021 e 2026, a taxa de crescimento anual composta do mercado de fertilizantes no Brasil se mantenha em torno de 4,4%. O mercado de fertilizantes do Brasil (NPK) é altamente concentrado, com quatro empresas detendo 80% da participação de mercado. O Brasil importa 75% de seus fertilizantes, sendo o quarto maior importador do mundo, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos.
No sistema de distribuição de insumos agrícolas do Brasil, os distribuidores representam 42%, as vendas diretas 32% e as cooperativas 25%. Os dez maiores distribuidores do Brasil representam cerca de 1 bilhão de dólares americanos, e as dez maiores cooperativas representam 1,6 bilhão de dólares americanos. Os canais de distribuição no Brasil desempenham um papel muito importante para entrar no mercado. Para as empresas agroquímicas, criar canais de vendas é um passo crucial para que os produtos cheguem aos agricultores.